Tenho estado de férias. Não do trabalho mas de outras coisas. Férias!
Mas não me aguento. É mais forte que eu!
Lembram-se daquele filme com o Dustin Hofman e o Tom Cruise em que o primeiro fazia papel de autista? Uma representação maravilhosa. Quase, quase real. Pois bem, este governo parece-me o Dustin Hofman, abanando, abanando para a frente e para trás, sem ouvir, vivendo numa realidade sua e só sua.
Ou então estão todos com a cabeça enterrada na areia para não ver (nem cheirar) a merda que andam a fazer!
O que mais impressiona este vosso interlocutor, é o facto de, apesar de tanto assessor de comunicação existir por aí (podem até contratar-me a mim), estas cavalgaduras ainda não aprenderam nada! E também há tantos outros assessores para tanta outra coisa! Especialmente para fazer as coisas bem!
Será assim tão difícil ouvir o que o país tem para dizer? Será assim tão difícil admitir que, se calhar se está a fazer algo errado?
Eu sempre ouvir dizer que o pior cego é o que não quer ver e penso que o pior burro é o que quer continuar ignorante!
Nem me vou dar ao trabalho de dar exemplos das borradas que têm sido feitas pelos nossos queridos governantes, pois são tantas que seria mais fácil enumerar aquilo que têm feito sem causar celeuma!
E por vezes o problema é mesmo a comunicação! Parece que os membros deste governo nem sequer aprenderam a falar!
E o que mais me entristece é que depois vem de lá a líder do maior partido da oposição e.... AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
HHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!
Acho que foi por isso que os egípcios inventaram as múmias e os sarcófagos...
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
Sonhos
O que são os sonhos afinal? Porque é que tanta gente tenta destrui-los?
Para mim os sonhos são a base da existência humana. São os sonhos que aguçam a nossa criatividade, que permitem a vida, que permitem que tenhamos um rumo.
Os sonhos fazem parte de todos nós e aqueles que lutam sem os ter, ou esquecendo-os, não conseguem aproveitar a vida. Atravessam-na apenas, deitando os seus sonhos para o fundo da gaveta das recordações.
São pessoas que vivem apenas com a cabeça, que se esquecem do coração, que se esquecem que a vida é feita de equilíbrios em perpétuo movimento. São pessoas que se esquecem do que amam, que fazem os outros esquecer o que amam. Que se esquecem da vida e que fazem os outros esquecer a vida.
A paz interior vem dos nossos sonhos. Os nossos sonhos são a nossa força de existir, o que nos aguenta nos momentos difíceis, nos faz sorrir durante uma tempestade e nos acaricia nas noites frias. São o toque da nossa alma em nós próprios.
Eu sonho. E faço questão disso. Faço questão de que os meus sonhos, aquilo que desejo, me acompanhem. Eles é que me dão a força de que necessito para dar passos em frente e olhar para trás e aprender com o que fiz de bom e de mau.
Não deixem de sonhar, de desejar, de procurar. Não ponham os vossos sonhos e desejos de lado, pois ao fazê-lo vão estar a anular-se enquanto seres. Todos devemos encontrar o nosso equilíbrio e não o esquecer. Não devemos mentir a nós próprios e dizer que é só por um momento que pomos a nossa vontade para trás das costas; esse momento vai prolongar-se e tornar-se enorme, infinito, até ao dia em que é tarde demais.
Sonhar é bom. Querer é bom. Conseguir é uma questão de atitude.
Devemos encontrar-nos no nosso interior. Não devemos fugir de nós, pois estaremos também a fugir dos outros e de tudo o que desejamos.
Agito
E para a boa disposição: http://www.youtube.com/watch?v=UkSPUDpe0U8
Para mim os sonhos são a base da existência humana. São os sonhos que aguçam a nossa criatividade, que permitem a vida, que permitem que tenhamos um rumo.
Os sonhos fazem parte de todos nós e aqueles que lutam sem os ter, ou esquecendo-os, não conseguem aproveitar a vida. Atravessam-na apenas, deitando os seus sonhos para o fundo da gaveta das recordações.
São pessoas que vivem apenas com a cabeça, que se esquecem do coração, que se esquecem que a vida é feita de equilíbrios em perpétuo movimento. São pessoas que se esquecem do que amam, que fazem os outros esquecer o que amam. Que se esquecem da vida e que fazem os outros esquecer a vida.
A paz interior vem dos nossos sonhos. Os nossos sonhos são a nossa força de existir, o que nos aguenta nos momentos difíceis, nos faz sorrir durante uma tempestade e nos acaricia nas noites frias. São o toque da nossa alma em nós próprios.
Eu sonho. E faço questão disso. Faço questão de que os meus sonhos, aquilo que desejo, me acompanhem. Eles é que me dão a força de que necessito para dar passos em frente e olhar para trás e aprender com o que fiz de bom e de mau.
Não deixem de sonhar, de desejar, de procurar. Não ponham os vossos sonhos e desejos de lado, pois ao fazê-lo vão estar a anular-se enquanto seres. Todos devemos encontrar o nosso equilíbrio e não o esquecer. Não devemos mentir a nós próprios e dizer que é só por um momento que pomos a nossa vontade para trás das costas; esse momento vai prolongar-se e tornar-se enorme, infinito, até ao dia em que é tarde demais.
Sonhar é bom. Querer é bom. Conseguir é uma questão de atitude.
Devemos encontrar-nos no nosso interior. Não devemos fugir de nós, pois estaremos também a fugir dos outros e de tudo o que desejamos.
Agito
E para a boa disposição: http://www.youtube.com/watch?v=UkSPUDpe0U8
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Recordes da Inutilidade!
Por muito inútil que me sinta às vezes, há quem consiga bater todos os recordes...
Esta notícia está no Correio da Manhã Online (Sítio onde, confesso, vou amiúde para encontrar estas belas pérolas... Vale a pena!)
"07 Abril 2007 - 00h00
Agricultura: Nasceu torta mas desde então não parou de crescer
Couve gigante no Guinness
Teresa Marques chegou há dois anos da Alemanha, onde esteve emigrada mais de duas décadas. Assentou arraiais com a família – marido e dois filhos rapazes – numa simpática moradia com quintal na Margem Sul do Tejo.
“Quando ia às compras via que as hortaliças eram muito caras” e recusava dar três ou quatro euros por uma alface. Comecei a plantar. Não percebia nada de legumes mas decidi que ia fazer a minha horta.” E assim foi. Entre courgettes, couves, alfaces, feijão verde, semeava de tudo um pouco. “Cheguei a ter courgettes com um metro no meu quintal!”, conta divertida.
Há cerca de ano e meio a aprendiz de agricultora plantou uma couve galega. “Não sabia que as couves têm que se enterrar totalmente.” E colheu frutos: nasceu uma couve torta mas que hoje tem 5,05 metros, batendo o máximo oficial do Livro de Recordes do Guinness (que não chega a cinco metros).
“Toda a gente comentava a couve e dizia que devia escrever para o Guinness. Um dos meus filhos foi ver na internet qual era o recorde e é de quatro metros e tal. A nossa é maior e ainda vai crescer mais, por isso decidimos inscrevê-la.” Com a papelada da inscrição quase pronta, a ex-emigrante corre o sério risco de ver a sua couve no Guinness.
OUTROS CASOS
SETE METROS
Em 2005, Marcelino Neves enviou para o CM uma imagem de uma couve portuguesa plantada no seu quintal em Sydney, alegando que esta tinha três anos e media 7,2 metros.
SEIS METROS
Em Dezembro de 2004 o CM fotografou uma couve galega com seis metros plantada em Estribeiro, Alenquer.
TRÊS METROS
No passado dia 27 de Março o CM publicou a foto de uma couve galega que crescia no quintal de Alexandre Oliveira Pais, na Quinta Longa, arredores de Viseu. Tem apenas um ano e três metros."
Aquilo a que acho mais piada é mesmo a parte referente a "Outros Casos"! Melhor que isto só mesmo aquela frase sobre o senhor que tentou travar o ladrão atirando-lhe "uma caixa de feijão verde aos pés."
Por favor...
Esta notícia está no Correio da Manhã Online (Sítio onde, confesso, vou amiúde para encontrar estas belas pérolas... Vale a pena!)
"07 Abril 2007 - 00h00
Agricultura: Nasceu torta mas desde então não parou de crescer
Couve gigante no Guinness
Teresa Marques chegou há dois anos da Alemanha, onde esteve emigrada mais de duas décadas. Assentou arraiais com a família – marido e dois filhos rapazes – numa simpática moradia com quintal na Margem Sul do Tejo.
“Quando ia às compras via que as hortaliças eram muito caras” e recusava dar três ou quatro euros por uma alface. Comecei a plantar. Não percebia nada de legumes mas decidi que ia fazer a minha horta.” E assim foi. Entre courgettes, couves, alfaces, feijão verde, semeava de tudo um pouco. “Cheguei a ter courgettes com um metro no meu quintal!”, conta divertida.
Há cerca de ano e meio a aprendiz de agricultora plantou uma couve galega. “Não sabia que as couves têm que se enterrar totalmente.” E colheu frutos: nasceu uma couve torta mas que hoje tem 5,05 metros, batendo o máximo oficial do Livro de Recordes do Guinness (que não chega a cinco metros).
“Toda a gente comentava a couve e dizia que devia escrever para o Guinness. Um dos meus filhos foi ver na internet qual era o recorde e é de quatro metros e tal. A nossa é maior e ainda vai crescer mais, por isso decidimos inscrevê-la.” Com a papelada da inscrição quase pronta, a ex-emigrante corre o sério risco de ver a sua couve no Guinness.
OUTROS CASOS
SETE METROS
Em 2005, Marcelino Neves enviou para o CM uma imagem de uma couve portuguesa plantada no seu quintal em Sydney, alegando que esta tinha três anos e media 7,2 metros.
SEIS METROS
Em Dezembro de 2004 o CM fotografou uma couve galega com seis metros plantada em Estribeiro, Alenquer.
TRÊS METROS
No passado dia 27 de Março o CM publicou a foto de uma couve galega que crescia no quintal de Alexandre Oliveira Pais, na Quinta Longa, arredores de Viseu. Tem apenas um ano e três metros."
Aquilo a que acho mais piada é mesmo a parte referente a "Outros Casos"! Melhor que isto só mesmo aquela frase sobre o senhor que tentou travar o ladrão atirando-lhe "uma caixa de feijão verde aos pés."
Por favor...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Pápa, Preservativos e Fiéis
Já chega. É demais!
Passo a explicar. Cortei o cabelo, troquei a vestimenta preta por uma branca, troquei o turbante por um daqueles chapéuzinhos que se botam no alto da cabeça. Continuo a vestir um manto e até tenho um crucifixo ao pescoço! Nem reconhecível nem confundível! Assim pensava eu.
Estava muito descansado em Fátima, a admirar a escadaria e aquelas estátuas todas, sentadinho na boa, numa cadeira que lá estava, quando, de repente um grito alucinado cortou o ar: "O Papa!", alguém berrou a plenos pulmões! Pus-me logo à procura, olhando para trás de mim, pois o grito foi acompanhado de um dedo apontado qual espada esgrimindo o ar na minha direcção. Mas não. Nada atrás de mim. Era eu mesmo...
Não é que me confundiram com o senhor que manda no Vaticano? Eu que até já lá estive e nunca o vi! Impressionante. Devem imaginar o que foi ser o Papa sem o "papamobil" no meio de uma pequena multidão de fieis crentes naquilo que os seus olhos vislumbravam!
Rapidamente se fizeram ouvir os comentários de apresso pelas minhas... perdão... pelas políticas inovadoras do senhor do Vaticano. "Que modernidade as missas em Latim!", "Que espanto receber a hóstia de joelhos!", "Que bom não usar preservativo!"(esta última cheira-me que foi de uma jovem de mini-saia que por ali andava).
Mas estão todos loucos? Para além de mais uma vez me confundirem com outro alguém, ainda vêm com esta conversa de modernidade a dizer que "Assim é que a igreja católica vai ganhar mais adeptos!" (não será mais fiéis?), "Assim é que a igreja vai conquistar a juventude perdida mostrar-lhes o caminho!". Será mesmo?
Esta até nem foi das piores vezes que me confundiram, pois até fiquei inteiro e com mais uns euros no bolso. Mas acho que preferia ser confundido com muitas outras coisas antes de o ser com um Papa que se diz tão moderno, e tão a olhar para a juventude de hoje em dia, e que continua teimosamente a manter os olhos fechados ao que se está a passar no mundo.
Acho que a igreja católica de hoje (fora o comentário) é a mesma que ficou parada no tempo há 100 anos atrás. É que basta sair à rua para um sítio de "diversão nocturna" para perceber que os jovens e as jovens cada vez mais querem o celibato! Mas que porra! Será que não percebem que no meio da coisa toda ainda vão tendo alguma responsabilidade social e que aquilo que condenam como pecado (o uso do preservativo, por exemplo) pode ser a salvação de muitas boas alminhas?
Tudo bem. Lá fiz o meu papel. Já começo a estar habituado a isto de ser confundido com alguém, por muito que tente passar despercebido!
Para a próxima vou tentar que me confundam com um herói da bola! Pode ser que assim renda mais. E nem é muito difícil: ar de parvo, roupa da moda, umas jóias caras, andar de perna aberta e arqueada e... pronto! Qual Cristiano!
Vou-me embora.
Gervásio Piteiras
P.S.: Ninguém tem mesmo ideia de quem é aquela senhora nas fotos?
Passo a explicar. Cortei o cabelo, troquei a vestimenta preta por uma branca, troquei o turbante por um daqueles chapéuzinhos que se botam no alto da cabeça. Continuo a vestir um manto e até tenho um crucifixo ao pescoço! Nem reconhecível nem confundível! Assim pensava eu.
Estava muito descansado em Fátima, a admirar a escadaria e aquelas estátuas todas, sentadinho na boa, numa cadeira que lá estava, quando, de repente um grito alucinado cortou o ar: "O Papa!", alguém berrou a plenos pulmões! Pus-me logo à procura, olhando para trás de mim, pois o grito foi acompanhado de um dedo apontado qual espada esgrimindo o ar na minha direcção. Mas não. Nada atrás de mim. Era eu mesmo...
Não é que me confundiram com o senhor que manda no Vaticano? Eu que até já lá estive e nunca o vi! Impressionante. Devem imaginar o que foi ser o Papa sem o "papamobil" no meio de uma pequena multidão de fieis crentes naquilo que os seus olhos vislumbravam!
Rapidamente se fizeram ouvir os comentários de apresso pelas minhas... perdão... pelas políticas inovadoras do senhor do Vaticano. "Que modernidade as missas em Latim!", "Que espanto receber a hóstia de joelhos!", "Que bom não usar preservativo!"(esta última cheira-me que foi de uma jovem de mini-saia que por ali andava).
Mas estão todos loucos? Para além de mais uma vez me confundirem com outro alguém, ainda vêm com esta conversa de modernidade a dizer que "Assim é que a igreja católica vai ganhar mais adeptos!" (não será mais fiéis?), "Assim é que a igreja vai conquistar a juventude perdida mostrar-lhes o caminho!". Será mesmo?
Esta até nem foi das piores vezes que me confundiram, pois até fiquei inteiro e com mais uns euros no bolso. Mas acho que preferia ser confundido com muitas outras coisas antes de o ser com um Papa que se diz tão moderno, e tão a olhar para a juventude de hoje em dia, e que continua teimosamente a manter os olhos fechados ao que se está a passar no mundo.
Acho que a igreja católica de hoje (fora o comentário) é a mesma que ficou parada no tempo há 100 anos atrás. É que basta sair à rua para um sítio de "diversão nocturna" para perceber que os jovens e as jovens cada vez mais querem o celibato! Mas que porra! Será que não percebem que no meio da coisa toda ainda vão tendo alguma responsabilidade social e que aquilo que condenam como pecado (o uso do preservativo, por exemplo) pode ser a salvação de muitas boas alminhas?
Tudo bem. Lá fiz o meu papel. Já começo a estar habituado a isto de ser confundido com alguém, por muito que tente passar despercebido!
Para a próxima vou tentar que me confundam com um herói da bola! Pode ser que assim renda mais. E nem é muito difícil: ar de parvo, roupa da moda, umas jóias caras, andar de perna aberta e arqueada e... pronto! Qual Cristiano!
Vou-me embora.
Gervásio Piteiras
P.S.: Ninguém tem mesmo ideia de quem é aquela senhora nas fotos?
domingo, 14 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Mar, Areia e Vento
sábado, 6 de setembro de 2008
Neve no Quénia...
Assim aparece esta notícia a 05 de Setembro na página da TSF:
"Brincadeiras na neve no Quénia
Os habitantes no vale Rift, no Quénia, festejaram o primeiro nevão de sempre na região, com batalhas de bolas de neve e um dia com as escolas e escritórios fechados.
A pequena vila de Busara, a 255 kms a noroeste da capital queniana, Nairobi, acordou com um estranho fenómeno na quarta-feira. Uma área de cerca de 1 km quadrado estava coberta de flocos de neve, cobrindo todo o monte com um tapete branco."
Como? Neve no Quénia? Não será isto um daqueles enredos de filme classe Z em que o mau da fita quer mudar o clima do planeta para conquistar o mundo?
Neve no Quénia? Mas onde é que isto vai parar?
Realmente este mundo anda muito agitado...
"Brincadeiras na neve no Quénia
Os habitantes no vale Rift, no Quénia, festejaram o primeiro nevão de sempre na região, com batalhas de bolas de neve e um dia com as escolas e escritórios fechados.
A pequena vila de Busara, a 255 kms a noroeste da capital queniana, Nairobi, acordou com um estranho fenómeno na quarta-feira. Uma área de cerca de 1 km quadrado estava coberta de flocos de neve, cobrindo todo o monte com um tapete branco."
Como? Neve no Quénia? Não será isto um daqueles enredos de filme classe Z em que o mau da fita quer mudar o clima do planeta para conquistar o mundo?
Neve no Quénia? Mas onde é que isto vai parar?
Realmente este mundo anda muito agitado...
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Computador, barbas e bombas
Escrevo-vos do meu novo computador que encontrei na rua. Estava abandonado na mão de um tipo de fatinho estacionado à beira do passeio. Estranhei o computador ali mas, pelo sim pelo não, peguei-lhe antes que mais alguém tivesse a mesma ideia. Não percebi é porque é que o tipo correu atrás de mim! Mas corri mais do que ele, pois parecia que me queria bater. Não percebi.
Mas após uns quantos quarteirões e uns golpes nos pés (continuo com os meus sapatos de estimação já um pouquinho gastos...) o perseguidor lá acabou por desistir. Não sei se se cansou se foi por causa do carro que o atropelou. Mas lá que desistiu, isso sim.
Agora tenho um computador portátil que posso levar para qualquer lado, ainda por cima com um serviço de internet! Fantástico. Para além disso arranjei um novo disfarce: pintei o cabelo de preto, pus uns óculos, deixei crescer a barba em bico (fica muito gira com umas madeixas brancas), comprei um daqueles fatos paquistaneses que os homens lá usam e pus um turbante. Assim não dou nas vistas e sempre posso deixar de olhar por cima do ombro, até porque já me começa a doer o pescoço!
O problema é que este fato não dá muito jeito para correr e no outro dia (aqui há uns tempos) estava no metro e uma senhora que estava à minha frente, que desconfio era uma gatuna, pois olhava muito para a pasta do meu computador e para mim, para ver se eu estava distraído, desatou a gritar "BOMBA" e "TERRORISTA". Que raio de esquema que a mulher havia de arranjar para me gamar o computador! O metro parou, as portas abriram-se e desatou tudo a correr, calcanhares no cu, e eu mal dou dois passos, tropeço e fico ali estendido, debaixo dos pés da multidão em fuga! Ai... Mas o meu computador é que ela não levou!
Estava ainda meio atordoado, vem a policia. Quando pensava que iam ajudar-me a levantar, os simpáticos ainda me prendem! Revistaram-me, tiraram-me o computador e atiraram-me para um carro patrulha! Passei a noite na esquadra e de manhã soltaram-me. "Afinal", pensei,"até foram simpáticos. Queriam só dar-me um sitio para dormir!". Ainda não percebi o que se passou, mas o computador ela não levou! Olha a magana, que raio de esquema havia de inventar!
Recordações! Vou aproveitar a paisagem que passa diante dos meus olhos e desfrutar desta viagem. Até.
Gervásio Piteiras
P.S.: Ninguém sabe mesmo quem é aquela senhora que aparece nas fotos?
Mas após uns quantos quarteirões e uns golpes nos pés (continuo com os meus sapatos de estimação já um pouquinho gastos...) o perseguidor lá acabou por desistir. Não sei se se cansou se foi por causa do carro que o atropelou. Mas lá que desistiu, isso sim.
Agora tenho um computador portátil que posso levar para qualquer lado, ainda por cima com um serviço de internet! Fantástico. Para além disso arranjei um novo disfarce: pintei o cabelo de preto, pus uns óculos, deixei crescer a barba em bico (fica muito gira com umas madeixas brancas), comprei um daqueles fatos paquistaneses que os homens lá usam e pus um turbante. Assim não dou nas vistas e sempre posso deixar de olhar por cima do ombro, até porque já me começa a doer o pescoço!
O problema é que este fato não dá muito jeito para correr e no outro dia (aqui há uns tempos) estava no metro e uma senhora que estava à minha frente, que desconfio era uma gatuna, pois olhava muito para a pasta do meu computador e para mim, para ver se eu estava distraído, desatou a gritar "BOMBA" e "TERRORISTA". Que raio de esquema que a mulher havia de arranjar para me gamar o computador! O metro parou, as portas abriram-se e desatou tudo a correr, calcanhares no cu, e eu mal dou dois passos, tropeço e fico ali estendido, debaixo dos pés da multidão em fuga! Ai... Mas o meu computador é que ela não levou!
Estava ainda meio atordoado, vem a policia. Quando pensava que iam ajudar-me a levantar, os simpáticos ainda me prendem! Revistaram-me, tiraram-me o computador e atiraram-me para um carro patrulha! Passei a noite na esquadra e de manhã soltaram-me. "Afinal", pensei,"até foram simpáticos. Queriam só dar-me um sitio para dormir!". Ainda não percebi o que se passou, mas o computador ela não levou! Olha a magana, que raio de esquema havia de inventar!
Recordações! Vou aproveitar a paisagem que passa diante dos meus olhos e desfrutar desta viagem. Até.
Gervásio Piteiras
P.S.: Ninguém sabe mesmo quem é aquela senhora que aparece nas fotos?
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Nórdicas, Acidentes e o Vaticano
Consegui escapar da ira da vizinhança. Quando fui buscar as malas ainda tive que lutar pela sobrevivência mas um anjo doirado salvou o que restava de mim.
Imediatamente me fiz à estrada. Viajei incógnito por muitos países, por muitas estradas, por muitos caminhos. Conheci muita gente, caras novas, caras velhas, com mais ou menos rugas. Comi de tudo o que consegui apanhar para me alimentar mas o mais indigesto foi aquela corrente de bicicleta cozida com couves. Deixou-me com azia durante três dias.
Vi, andei, procurei, encontrei e perdi. Tive a felicidade de não ser confundido com ninguém de importante (excepto aquela altura em que, quando em França, fui confundido com o Presidente da República deles, o que até deu jeito, pois o Hotel ofereceu-me o quarto durante uma semana, até perceberem o seu erro e tentarem cortar-me a cabeça. Que mania de cortar a cabeça!).
Pelo caminho, encontrei aquele que veio a ser o objecto mais importante de toda a minha viagem: uma máquina fotográfica! Nada daquelas modernices actuais. Uma verdadeira máquina fotográfica, que utiliza rolo. Consegui comprar um único rolo e preparei-me para a reportagem da minha vida!
Fotografei o vale do Loire, os chateus, as maravilhas dos Alpes, aldeias escondidas nos confins da Europa, o Vaticano e todos os segredos que esconde (consegui infiltrar-me nos meandros do Vaticano e espiar todos os entrefolhos e fotografar tudo!), a floresta negra, várias cidades pelo caminho e, finalmente, uma linda Aurora Boreal já no circulo polar da Finlândia.
Bom... foi uma grande viagem. Muitos quilómetros, muita sola de sapato, muito pé descalço, muito choque em cadeia (bastam dois para ser muito! Eu só estava a tentar apertar os sapatos que ainda restavam!)
Agora regressei. Estou de novo no nosso belo Portugal! Não revelo onde porque pode ainda haver alguém com ela fisgada.
No entanto, uma grande tristeza se abateu sobre a minha vida: todas as fotos da minha viagem, dos melhores tempos da minha vida, foram trocadas por umas coisas de um concerto qualquer!
Passo a explicar: na loja de fotografia, o incompetente do anormal que está atrás do balcão, trocou os rolos e agora, aquilo que são obras de arte, fotos primorosas e de extrema importância para a humanidade, estão reduzidas ao espaço da gaveta de um qualquer tótó que gosta de tirar fotos de concertos!
Vou publicar as fotos para que, caso alguém as reconheça me possa contactar e, quem sabe, devolver as originais ao seu legitimo dono!
Muito Obrigado
Gervásio Piteiras
P.S.: Não sei quem é a cantora, mas lá que é baixinha, isso é!
(As fotos estão na mensagem abaixo!)
Imediatamente me fiz à estrada. Viajei incógnito por muitos países, por muitas estradas, por muitos caminhos. Conheci muita gente, caras novas, caras velhas, com mais ou menos rugas. Comi de tudo o que consegui apanhar para me alimentar mas o mais indigesto foi aquela corrente de bicicleta cozida com couves. Deixou-me com azia durante três dias.
Vi, andei, procurei, encontrei e perdi. Tive a felicidade de não ser confundido com ninguém de importante (excepto aquela altura em que, quando em França, fui confundido com o Presidente da República deles, o que até deu jeito, pois o Hotel ofereceu-me o quarto durante uma semana, até perceberem o seu erro e tentarem cortar-me a cabeça. Que mania de cortar a cabeça!).
Pelo caminho, encontrei aquele que veio a ser o objecto mais importante de toda a minha viagem: uma máquina fotográfica! Nada daquelas modernices actuais. Uma verdadeira máquina fotográfica, que utiliza rolo. Consegui comprar um único rolo e preparei-me para a reportagem da minha vida!
Fotografei o vale do Loire, os chateus, as maravilhas dos Alpes, aldeias escondidas nos confins da Europa, o Vaticano e todos os segredos que esconde (consegui infiltrar-me nos meandros do Vaticano e espiar todos os entrefolhos e fotografar tudo!), a floresta negra, várias cidades pelo caminho e, finalmente, uma linda Aurora Boreal já no circulo polar da Finlândia.
Bom... foi uma grande viagem. Muitos quilómetros, muita sola de sapato, muito pé descalço, muito choque em cadeia (bastam dois para ser muito! Eu só estava a tentar apertar os sapatos que ainda restavam!)
Agora regressei. Estou de novo no nosso belo Portugal! Não revelo onde porque pode ainda haver alguém com ela fisgada.
No entanto, uma grande tristeza se abateu sobre a minha vida: todas as fotos da minha viagem, dos melhores tempos da minha vida, foram trocadas por umas coisas de um concerto qualquer!
Passo a explicar: na loja de fotografia, o incompetente do anormal que está atrás do balcão, trocou os rolos e agora, aquilo que são obras de arte, fotos primorosas e de extrema importância para a humanidade, estão reduzidas ao espaço da gaveta de um qualquer tótó que gosta de tirar fotos de concertos!
Vou publicar as fotos para que, caso alguém as reconheça me possa contactar e, quem sabe, devolver as originais ao seu legitimo dono!
Muito Obrigado
Gervásio Piteiras
P.S.: Não sei quem é a cantora, mas lá que é baixinha, isso é!
(As fotos estão na mensagem abaixo!)
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