domingo, 28 de setembro de 2008

Recordes da Inutilidade!

Por muito inútil que me sinta às vezes, há quem consiga bater todos os recordes...


Esta notícia está no Correio da Manhã Online (Sítio onde, confesso, vou amiúde para encontrar estas belas pérolas... Vale a pena!)


"07 Abril 2007 - 00h00

Agricultura: Nasceu torta mas desde então não parou de crescer

Couve gigante no Guinness
Teresa Marques chegou há dois anos da Alemanha, onde esteve emigrada mais de duas décadas. Assentou arraiais com a família – marido e dois filhos rapazes – numa simpática moradia com quintal na Margem Sul do Tejo.

“Quando ia às compras via que as hortaliças eram muito caras” e recusava dar três ou quatro euros por uma alface. Comecei a plantar. Não percebia nada de legumes mas decidi que ia fazer a minha horta.” E assim foi. Entre courgettes, couves, alfaces, feijão verde, semeava de tudo um pouco. “Cheguei a ter courgettes com um metro no meu quintal!”, conta divertida.
Há cerca de ano e meio a aprendiz de agricultora plantou uma couve galega. “Não sabia que as couves têm que se enterrar totalmente.” E colheu frutos: nasceu uma couve torta mas que hoje tem 5,05 metros, batendo o máximo oficial do Livro de Recordes do Guinness (que não chega a cinco metros).
“Toda a gente comentava a couve e dizia que devia escrever para o Guinness. Um dos meus filhos foi ver na internet qual era o recorde e é de quatro metros e tal. A nossa é maior e ainda vai crescer mais, por isso decidimos inscrevê-la.” Com a papelada da inscrição quase pronta, a ex-emigrante corre o sério risco de ver a sua couve no Guinness.
OUTROS CASOS
SETE METROS
Em 2005, Marcelino Neves enviou para o CM uma imagem de uma couve portuguesa plantada no seu quintal em Sydney, alegando que esta tinha três anos e media 7,2 metros.
SEIS METROS
Em Dezembro de 2004 o CM fotografou uma couve galega com seis metros plantada em Estribeiro, Alenquer.
TRÊS METROS
No passado dia 27 de Março o CM publicou a foto de uma couve galega que crescia no quintal de Alexandre Oliveira Pais, na Quinta Longa, arredores de Viseu. Tem apenas um ano e três metros."


Aquilo a que acho mais piada é mesmo a parte referente a "Outros Casos"! Melhor que isto só mesmo aquela frase sobre o senhor que tentou travar o ladrão atirando-lhe "uma caixa de feijão verde aos pés."

Por favor...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Pápa, Preservativos e Fiéis

Já chega. É demais!
Passo a explicar. Cortei o cabelo, troquei a vestimenta preta por uma branca, troquei o turbante por um daqueles chapéuzinhos que se botam no alto da cabeça. Continuo a vestir um manto e até tenho um crucifixo ao pescoço! Nem reconhecível nem confundível! Assim pensava eu.

Estava muito descansado em Fátima, a admirar a escadaria e aquelas estátuas todas, sentadinho na boa, numa cadeira que lá estava, quando, de repente um grito alucinado cortou o ar: "O Papa!", alguém berrou a plenos pulmões! Pus-me logo à procura, olhando para trás de mim, pois o grito foi acompanhado de um dedo apontado qual espada esgrimindo o ar na minha direcção. Mas não. Nada atrás de mim. Era eu mesmo...
Não é que me confundiram com o senhor que manda no Vaticano? Eu que até já lá estive e nunca o vi! Impressionante. Devem imaginar o que foi ser o Papa sem o "papamobil" no meio de uma pequena multidão de fieis crentes naquilo que os seus olhos vislumbravam!
Rapidamente se fizeram ouvir os comentários de apresso pelas minhas... perdão... pelas políticas inovadoras do senhor do Vaticano. "Que modernidade as missas em Latim!", "Que espanto receber a hóstia de joelhos!", "Que bom não usar preservativo!"(esta última cheira-me que foi de uma jovem de mini-saia que por ali andava).

Mas estão todos loucos? Para além de mais uma vez me confundirem com outro alguém, ainda vêm com esta conversa de modernidade a dizer que "Assim é que a igreja católica vai ganhar mais adeptos!" (não será mais fiéis?), "Assim é que a igreja vai conquistar a juventude perdida mostrar-lhes o caminho!". Será mesmo?
Esta até nem foi das piores vezes que me confundiram, pois até fiquei inteiro e com mais uns euros no bolso. Mas acho que preferia ser confundido com muitas outras coisas antes de o ser com um Papa que se diz tão moderno, e tão a olhar para a juventude de hoje em dia, e que continua teimosamente a manter os olhos fechados ao que se está a passar no mundo.
Acho que a igreja católica de hoje (fora o comentário) é a mesma que ficou parada no tempo há 100 anos atrás. É que basta sair à rua para um sítio de "diversão nocturna" para perceber que os jovens e as jovens cada vez mais querem o celibato! Mas que porra! Será que não percebem que no meio da coisa toda ainda vão tendo alguma responsabilidade social e que aquilo que condenam como pecado (o uso do preservativo, por exemplo) pode ser a salvação de muitas boas alminhas?

Tudo bem. Lá fiz o meu papel. Já começo a estar habituado a isto de ser confundido com alguém, por muito que tente passar despercebido!

Para a próxima vou tentar que me confundam com um herói da bola! Pode ser que assim renda mais. E nem é muito difícil: ar de parvo, roupa da moda, umas jóias caras, andar de perna aberta e arqueada e... pronto! Qual Cristiano!

Vou-me embora.

Gervásio Piteiras

P.S.: Ninguém tem mesmo ideia de quem é aquela senhora nas fotos?

domingo, 14 de setembro de 2008



Acabaram-se as férias. Foram boas muito obrigado. Apesar do furto e do mau tempo, foram excelentes! Havia muito tempo que não tinha umas férias assim. Valeu muito a COMPANHIA! E também, verdade seja dita aqui nestas linhas, os 2 primeiros dias de EXCELENTE praia.
Para o ano há mais...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Mar, Areia e Vento





Vou de férias. Partir em direcção ao pôr-do-sol e lançar a cabeça para bem longe. Vou procurar o que aqui não consigo encontrar, mesmo que seja dentro de mim. Vou ouvir o mar, sentir a areia e cheirar o vento. Não me chateiem. Não me digam nada. Não estou cá. Fui de férias.

sábado, 6 de setembro de 2008

Neve no Quénia...

Assim aparece esta notícia a 05 de Setembro na página da TSF:

"Brincadeiras na neve no Quénia
Os habitantes no vale Rift, no Quénia, festejaram o primeiro nevão de sempre na região, com batalhas de bolas de neve e um dia com as escolas e escritórios fechados.
A pequena vila de Busara, a 255 kms a noroeste da capital queniana, Nairobi, acordou com um estranho fenómeno na quarta-feira. Uma área de cerca de 1 km quadrado estava coberta de flocos de neve, cobrindo todo o monte com um tapete branco."

Como? Neve no Quénia? Não será isto um daqueles enredos de filme classe Z em que o mau da fita quer mudar o clima do planeta para conquistar o mundo?
Neve no Quénia? Mas onde é que isto vai parar?

Realmente este mundo anda muito agitado...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Computador, barbas e bombas

Escrevo-vos do meu novo computador que encontrei na rua. Estava abandonado na mão de um tipo de fatinho estacionado à beira do passeio. Estranhei o computador ali mas, pelo sim pelo não, peguei-lhe antes que mais alguém tivesse a mesma ideia. Não percebi é porque é que o tipo correu atrás de mim! Mas corri mais do que ele, pois parecia que me queria bater. Não percebi.
Mas após uns quantos quarteirões e uns golpes nos pés (continuo com os meus sapatos de estimação já um pouquinho gastos...) o perseguidor lá acabou por desistir. Não sei se se cansou se foi por causa do carro que o atropelou. Mas lá que desistiu, isso sim.
Agora tenho um computador portátil que posso levar para qualquer lado, ainda por cima com um serviço de internet! Fantástico. Para além disso arranjei um novo disfarce: pintei o cabelo de preto, pus uns óculos, deixei crescer a barba em bico (fica muito gira com umas madeixas brancas), comprei um daqueles fatos paquistaneses que os homens lá usam e pus um turbante. Assim não dou nas vistas e sempre posso deixar de olhar por cima do ombro, até porque já me começa a doer o pescoço!
O problema é que este fato não dá muito jeito para correr e no outro dia (aqui há uns tempos) estava no metro e uma senhora que estava à minha frente, que desconfio era uma gatuna, pois olhava muito para a pasta do meu computador e para mim, para ver se eu estava distraído, desatou a gritar "BOMBA" e "TERRORISTA". Que raio de esquema que a mulher havia de arranjar para me gamar o computador! O metro parou, as portas abriram-se e desatou tudo a correr, calcanhares no cu, e eu mal dou dois passos, tropeço e fico ali estendido, debaixo dos pés da multidão em fuga! Ai... Mas o meu computador é que ela não levou!
Estava ainda meio atordoado, vem a policia. Quando pensava que iam ajudar-me a levantar, os simpáticos ainda me prendem! Revistaram-me, tiraram-me o computador e atiraram-me para um carro patrulha! Passei a noite na esquadra e de manhã soltaram-me. "Afinal", pensei,"até foram simpáticos. Queriam só dar-me um sitio para dormir!". Ainda não percebi o que se passou, mas o computador ela não levou! Olha a magana, que raio de esquema havia de inventar!

Recordações! Vou aproveitar a paisagem que passa diante dos meus olhos e desfrutar desta viagem. Até.

Gervásio Piteiras

P.S.: Ninguém sabe mesmo quem é aquela senhora que aparece nas fotos?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Nórdicas, Acidentes e o Vaticano

Consegui escapar da ira da vizinhança. Quando fui buscar as malas ainda tive que lutar pela sobrevivência mas um anjo doirado salvou o que restava de mim.
Imediatamente me fiz à estrada. Viajei incógnito por muitos países, por muitas estradas, por muitos caminhos. Conheci muita gente, caras novas, caras velhas, com mais ou menos rugas. Comi de tudo o que consegui apanhar para me alimentar mas o mais indigesto foi aquela corrente de bicicleta cozida com couves. Deixou-me com azia durante três dias.
Vi, andei, procurei, encontrei e perdi. Tive a felicidade de não ser confundido com ninguém de importante (excepto aquela altura em que, quando em França, fui confundido com o Presidente da República deles, o que até deu jeito, pois o Hotel ofereceu-me o quarto durante uma semana, até perceberem o seu erro e tentarem cortar-me a cabeça. Que mania de cortar a cabeça!).

Pelo caminho, encontrei aquele que veio a ser o objecto mais importante de toda a minha viagem: uma máquina fotográfica! Nada daquelas modernices actuais. Uma verdadeira máquina fotográfica, que utiliza rolo. Consegui comprar um único rolo e preparei-me para a reportagem da minha vida!
Fotografei o vale do Loire, os chateus, as maravilhas dos Alpes, aldeias escondidas nos confins da Europa, o Vaticano e todos os segredos que esconde (consegui infiltrar-me nos meandros do Vaticano e espiar todos os entrefolhos e fotografar tudo!), a floresta negra, várias cidades pelo caminho e, finalmente, uma linda Aurora Boreal já no circulo polar da Finlândia.

Bom... foi uma grande viagem. Muitos quilómetros, muita sola de sapato, muito pé descalço, muito choque em cadeia (bastam dois para ser muito! Eu só estava a tentar apertar os sapatos que ainda restavam!)

Agora regressei. Estou de novo no nosso belo Portugal! Não revelo onde porque pode ainda haver alguém com ela fisgada.


No entanto, uma grande tristeza se abateu sobre a minha vida: todas as fotos da minha viagem, dos melhores tempos da minha vida, foram trocadas por umas coisas de um concerto qualquer!
Passo a explicar: na loja de fotografia, o incompetente do anormal que está atrás do balcão, trocou os rolos e agora, aquilo que são obras de arte, fotos primorosas e de extrema importância para a humanidade, estão reduzidas ao espaço da gaveta de um qualquer tótó que gosta de tirar fotos de concertos!

Vou publicar as fotos para que, caso alguém as reconheça me possa contactar e, quem sabe, devolver as originais ao seu legitimo dono!

Muito Obrigado

Gervásio Piteiras

P.S.: Não sei quem é a cantora, mas lá que é baixinha, isso é!



(As fotos estão na mensagem abaixo!)
Fotos trocadas. Por favor ler entrada: Nórdicas, Acidentes e o Vaticano.





Fotos trocadas. Por favor ler entrada: Nórdicas, Acidentes e o Vaticano.







terça-feira, 15 de julho de 2008

Medo, muito medo

Ando com medo. É um facto que me persegue e parece dar toques no ombro, como quem me chama sempre que me distraio. Eu explico: a minha vizinha do 7ºesq confundiu-me com um dos elementos do conselho de justiça da Federação Portuguesa de Futebol. Tal confusão na sua cabeça criou uma onda de choque no prédio, no bairro inteiro. Adeptos do FCP e do Boavista não faltam e agora... estou com medo.

Ainda ontem saí descansado para almoçar (coisa que faço com algum prazer em poucos e muito bem seleccionados invictos restaurantes) quando de repente, tinha à minha beira um aglomerado de olhares irados, raiados de sangue e prontos a explodir. As mãos agarravam discretos paus e ferros, com ar de quem se apoia para caminhar. Mas o que mais me assustou foi mesmo a espuma que escorria de algumas bocas.
Não falei. Mesmo que quisesse não conseguía, pois o medo que me subia pelas pernas havia paralisado todo o meu corpo e nem os cabelos mexiam ao sabor do vento. Alguém proferiu uma acusação numa inteligível verbalização, seguida de urros de apoio dos restantes mastodontes e "mastodontas". Sim, porque não pensem que estava com medo dos homens! Não, aquilo que temia era o todo de fêmeas que protegiam a sua prole contra o ataque do mais temível dos predadores!
Cheguei a sentir uma ligeira alteração intestinal, devo confessar. E até agora não sei como, depois da primeira paulada consegui ainda dizer que não era quem pensavam. De pouco me serviu e apenas a intervenção do corpo especial da polícia conseguiu parar aquilo que se seguiu.
Não sei bem onde estou. Pelas máquinas e cor das paredes diria que no hospital.
Não sei bem para onde vou. Pelo que aconteceu diria que nunca mais de volta a casa.
Vou aproveitar e dar uma volta pelo mundo, pode ser que não seja confundido com mais ninguém. Isto nunca me tinha acontecido.

Gervásio Piteiras

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Adrenalina e saraivadas

Está aí a nova moda contra o stress! Nada de especial mas se pega vai ser um sucesso! Falo do movimento lançado no bairro da Quinta da Fonte: Tiro ao Boneco.
Até hoje a actividade de tiro estava reservada a 2 locais: ou as barraquinhas das feiras, com aquelas armas completamente tortas e que nunca acertam em nada; ou nas carreiras de tiro.
Mas, o tiro na carreira não tem piada nenhuma: o alvo não mexe, não dá luta, está ali parado com cara (se a tiver) de parvo. Quanto muito se forem pratos... Agora, na rua?! Isso é que é! Os gajos mexem, disparam de volta, fogem, escondem-se, fazem emboscadas, etc..
Na verdade é uma versão mais actual do jogo "Paintball" e talvez mais barata também. Desta maneira até se pode juntar um outro elemento: a polícia! É um terceiro elemento que nos obriga a reconsiderar estratégias, a tomar novas posições e tácticas. E se estas movimentações todas aumentam a adrenalina e podem aumentar o stress, o momento do disparo ajuda a descarregar todas as tensões e frustrações.

Imaginem só se a moda pega, por exemplo, na Assembleia da República. Era uma beleza. Parece que já estou a ver o Sócrates e o Louçã aos tiros um ao outro, o Portas a refilar, o Gerónimo de machado em punho (ou foice), todos embuscados atrás dos copos de água (água?) e das respectivas cadeiras. Depois a entrada da policia de choque que tentaria dispersar os meliantes com gás lacrimogéneo lançado de posições estratégicas nas galerias. E o povo! Ah o povo! Poderia finalmente levar uma granadita ou outra e lança-la bem lá para o meio. Ou quem sabe uma AK47, para saraivar quem se metesse à frente... Como seria bonito. Podia ser que assim mudassem os políticos que temos...

Não estou a fazer nenhum apelo à violência, descansem as mentes mais impressionadas. Mas estamos a precisar de outra revolução. Uma a sério, que mudasse alguma coisa.
Onde é que isto vai parar?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Matemática, resultados, adições e subtracções

Tenho ouvido alguma da discussão que surgiu após os exames de matemática do 9º ano.
A maior critica vai para a facilidade de execução do exame, tendo logo saltado políticos e pais extremosos, ou "estrumosos", para a linha da frente da contestação: "A minha filha saiu do exame e disse que o exame era para deficientes" (foi uma das que ouvi na TSF, rádio que pensei ser de respeito); "O exame era muito fácil" (Senhores vários que não me pareceram ter qualquer conhecimento técnico para avaliar este tipo de coisa disseram esta frase vezes sem conta. Também a associação dos professores de matemática); "O governo quer reverter as estatísticas da forma mais fácil" e etc.. Um infindável número de coisas.
Mas, parece-me que todos se esqueceram de uma coisa muito importante e pergunto eu:

SE O EXAME ERA ASSIM TÃO FÁCIL COMO É QUE É POSSÍVEL QUE METADE DOS ALUNOS TENHA CHUMBADO???

Não vos parece uma pergunta lógica? Bem dizia o Secretário de Estado da Educação que os resultados não tinham sido nada satisfatórios. Pois não! Então o exame até por alunos de anos anteriores podia ser feito (segundo algumas línguas) e nem assim passaram... Algo está podre nos reinos de Portucale!