Consegui escapar da ira da vizinhança. Quando fui buscar as malas ainda tive que lutar pela sobrevivência mas um anjo doirado salvou o que restava de mim.
Imediatamente me fiz à estrada. Viajei incógnito por muitos países, por muitas estradas, por muitos caminhos. Conheci muita gente, caras novas, caras velhas, com mais ou menos rugas. Comi de tudo o que consegui apanhar para me alimentar mas o mais indigesto foi aquela corrente de bicicleta cozida com couves. Deixou-me com azia durante três dias.
Vi, andei, procurei, encontrei e perdi. Tive a felicidade de não ser confundido com ninguém de importante (excepto aquela altura em que, quando em França, fui confundido com o Presidente da República deles, o que até deu jeito, pois o Hotel ofereceu-me o quarto durante uma semana, até perceberem o seu erro e tentarem cortar-me a cabeça. Que mania de cortar a cabeça!).
Pelo caminho, encontrei aquele que veio a ser o objecto mais importante de toda a minha viagem: uma máquina fotográfica! Nada daquelas modernices actuais. Uma verdadeira máquina fotográfica, que utiliza rolo. Consegui comprar um único rolo e preparei-me para a reportagem da minha vida!
Fotografei o vale do Loire, os chateus, as maravilhas dos Alpes, aldeias escondidas nos confins da Europa, o Vaticano e todos os segredos que esconde (consegui infiltrar-me nos meandros do Vaticano e espiar todos os entrefolhos e fotografar tudo!), a floresta negra, várias cidades pelo caminho e, finalmente, uma linda Aurora Boreal já no circulo polar da Finlândia.
Bom... foi uma grande viagem. Muitos quilómetros, muita sola de sapato, muito pé descalço, muito choque em cadeia (bastam dois para ser muito! Eu só estava a tentar apertar os sapatos que ainda restavam!)
Agora regressei. Estou de novo no nosso belo Portugal! Não revelo onde porque pode ainda haver alguém com ela fisgada.
No entanto, uma grande tristeza se abateu sobre a minha vida: todas as fotos da minha viagem, dos melhores tempos da minha vida, foram trocadas por umas coisas de um concerto qualquer!
Passo a explicar: na loja de fotografia, o incompetente do anormal que está atrás do balcão, trocou os rolos e agora, aquilo que são obras de arte, fotos primorosas e de extrema importância para a humanidade, estão reduzidas ao espaço da gaveta de um qualquer tótó que gosta de tirar fotos de concertos!
Vou publicar as fotos para que, caso alguém as reconheça me possa contactar e, quem sabe, devolver as originais ao seu legitimo dono!
Muito Obrigado
Gervásio Piteiras
P.S.: Não sei quem é a cantora, mas lá que é baixinha, isso é!
(As fotos estão na mensagem abaixo!)
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
Medo, muito medo
Ando com medo. É um facto que me persegue e parece dar toques no ombro, como quem me chama sempre que me distraio. Eu explico: a minha vizinha do 7ºesq confundiu-me com um dos elementos do conselho de justiça da Federação Portuguesa de Futebol. Tal confusão na sua cabeça criou uma onda de choque no prédio, no bairro inteiro. Adeptos do FCP e do Boavista não faltam e agora... estou com medo.
Ainda ontem saí descansado para almoçar (coisa que faço com algum prazer em poucos e muito bem seleccionados invictos restaurantes) quando de repente, tinha à minha beira um aglomerado de olhares irados, raiados de sangue e prontos a explodir. As mãos agarravam discretos paus e ferros, com ar de quem se apoia para caminhar. Mas o que mais me assustou foi mesmo a espuma que escorria de algumas bocas.
Não falei. Mesmo que quisesse não conseguía, pois o medo que me subia pelas pernas havia paralisado todo o meu corpo e nem os cabelos mexiam ao sabor do vento. Alguém proferiu uma acusação numa inteligível verbalização, seguida de urros de apoio dos restantes mastodontes e "mastodontas". Sim, porque não pensem que estava com medo dos homens! Não, aquilo que temia era o todo de fêmeas que protegiam a sua prole contra o ataque do mais temível dos predadores!
Cheguei a sentir uma ligeira alteração intestinal, devo confessar. E até agora não sei como, depois da primeira paulada consegui ainda dizer que não era quem pensavam. De pouco me serviu e apenas a intervenção do corpo especial da polícia conseguiu parar aquilo que se seguiu.
Não sei bem onde estou. Pelas máquinas e cor das paredes diria que no hospital.
Não sei bem para onde vou. Pelo que aconteceu diria que nunca mais de volta a casa.
Vou aproveitar e dar uma volta pelo mundo, pode ser que não seja confundido com mais ninguém. Isto nunca me tinha acontecido.
Gervásio Piteiras
Ainda ontem saí descansado para almoçar (coisa que faço com algum prazer em poucos e muito bem seleccionados invictos restaurantes) quando de repente, tinha à minha beira um aglomerado de olhares irados, raiados de sangue e prontos a explodir. As mãos agarravam discretos paus e ferros, com ar de quem se apoia para caminhar. Mas o que mais me assustou foi mesmo a espuma que escorria de algumas bocas.
Não falei. Mesmo que quisesse não conseguía, pois o medo que me subia pelas pernas havia paralisado todo o meu corpo e nem os cabelos mexiam ao sabor do vento. Alguém proferiu uma acusação numa inteligível verbalização, seguida de urros de apoio dos restantes mastodontes e "mastodontas". Sim, porque não pensem que estava com medo dos homens! Não, aquilo que temia era o todo de fêmeas que protegiam a sua prole contra o ataque do mais temível dos predadores!
Cheguei a sentir uma ligeira alteração intestinal, devo confessar. E até agora não sei como, depois da primeira paulada consegui ainda dizer que não era quem pensavam. De pouco me serviu e apenas a intervenção do corpo especial da polícia conseguiu parar aquilo que se seguiu.
Não sei bem onde estou. Pelas máquinas e cor das paredes diria que no hospital.
Não sei bem para onde vou. Pelo que aconteceu diria que nunca mais de volta a casa.
Vou aproveitar e dar uma volta pelo mundo, pode ser que não seja confundido com mais ninguém. Isto nunca me tinha acontecido.
Gervásio Piteiras
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Adrenalina e saraivadas
Está aí a nova moda contra o stress! Nada de especial mas se pega vai ser um sucesso! Falo do movimento lançado no bairro da Quinta da Fonte: Tiro ao Boneco.
Até hoje a actividade de tiro estava reservada a 2 locais: ou as barraquinhas das feiras, com aquelas armas completamente tortas e que nunca acertam em nada; ou nas carreiras de tiro.
Mas, o tiro na carreira não tem piada nenhuma: o alvo não mexe, não dá luta, está ali parado com cara (se a tiver) de parvo. Quanto muito se forem pratos... Agora, na rua?! Isso é que é! Os gajos mexem, disparam de volta, fogem, escondem-se, fazem emboscadas, etc..
Na verdade é uma versão mais actual do jogo "Paintball" e talvez mais barata também. Desta maneira até se pode juntar um outro elemento: a polícia! É um terceiro elemento que nos obriga a reconsiderar estratégias, a tomar novas posições e tácticas. E se estas movimentações todas aumentam a adrenalina e podem aumentar o stress, o momento do disparo ajuda a descarregar todas as tensões e frustrações.
Imaginem só se a moda pega, por exemplo, na Assembleia da República. Era uma beleza. Parece que já estou a ver o Sócrates e o Louçã aos tiros um ao outro, o Portas a refilar, o Gerónimo de machado em punho (ou foice), todos embuscados atrás dos copos de água (água?) e das respectivas cadeiras. Depois a entrada da policia de choque que tentaria dispersar os meliantes com gás lacrimogéneo lançado de posições estratégicas nas galerias. E o povo! Ah o povo! Poderia finalmente levar uma granadita ou outra e lança-la bem lá para o meio. Ou quem sabe uma AK47, para saraivar quem se metesse à frente... Como seria bonito. Podia ser que assim mudassem os políticos que temos...
Não estou a fazer nenhum apelo à violência, descansem as mentes mais impressionadas. Mas estamos a precisar de outra revolução. Uma a sério, que mudasse alguma coisa.
Onde é que isto vai parar?
Até hoje a actividade de tiro estava reservada a 2 locais: ou as barraquinhas das feiras, com aquelas armas completamente tortas e que nunca acertam em nada; ou nas carreiras de tiro.
Mas, o tiro na carreira não tem piada nenhuma: o alvo não mexe, não dá luta, está ali parado com cara (se a tiver) de parvo. Quanto muito se forem pratos... Agora, na rua?! Isso é que é! Os gajos mexem, disparam de volta, fogem, escondem-se, fazem emboscadas, etc..
Na verdade é uma versão mais actual do jogo "Paintball" e talvez mais barata também. Desta maneira até se pode juntar um outro elemento: a polícia! É um terceiro elemento que nos obriga a reconsiderar estratégias, a tomar novas posições e tácticas. E se estas movimentações todas aumentam a adrenalina e podem aumentar o stress, o momento do disparo ajuda a descarregar todas as tensões e frustrações.
Imaginem só se a moda pega, por exemplo, na Assembleia da República. Era uma beleza. Parece que já estou a ver o Sócrates e o Louçã aos tiros um ao outro, o Portas a refilar, o Gerónimo de machado em punho (ou foice), todos embuscados atrás dos copos de água (água?) e das respectivas cadeiras. Depois a entrada da policia de choque que tentaria dispersar os meliantes com gás lacrimogéneo lançado de posições estratégicas nas galerias. E o povo! Ah o povo! Poderia finalmente levar uma granadita ou outra e lança-la bem lá para o meio. Ou quem sabe uma AK47, para saraivar quem se metesse à frente... Como seria bonito. Podia ser que assim mudassem os políticos que temos...
Não estou a fazer nenhum apelo à violência, descansem as mentes mais impressionadas. Mas estamos a precisar de outra revolução. Uma a sério, que mudasse alguma coisa.
Onde é que isto vai parar?
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Matemática, resultados, adições e subtracções
Tenho ouvido alguma da discussão que surgiu após os exames de matemática do 9º ano.
A maior critica vai para a facilidade de execução do exame, tendo logo saltado políticos e pais extremosos, ou "estrumosos", para a linha da frente da contestação: "A minha filha saiu do exame e disse que o exame era para deficientes" (foi uma das que ouvi na TSF, rádio que pensei ser de respeito); "O exame era muito fácil" (Senhores vários que não me pareceram ter qualquer conhecimento técnico para avaliar este tipo de coisa disseram esta frase vezes sem conta. Também a associação dos professores de matemática); "O governo quer reverter as estatísticas da forma mais fácil" e etc.. Um infindável número de coisas.
Mas, parece-me que todos se esqueceram de uma coisa muito importante e pergunto eu:
SE O EXAME ERA ASSIM TÃO FÁCIL COMO É QUE É POSSÍVEL QUE METADE DOS ALUNOS TENHA CHUMBADO???
Não vos parece uma pergunta lógica? Bem dizia o Secretário de Estado da Educação que os resultados não tinham sido nada satisfatórios. Pois não! Então o exame até por alunos de anos anteriores podia ser feito (segundo algumas línguas) e nem assim passaram... Algo está podre nos reinos de Portucale!
A maior critica vai para a facilidade de execução do exame, tendo logo saltado políticos e pais extremosos, ou "estrumosos", para a linha da frente da contestação: "A minha filha saiu do exame e disse que o exame era para deficientes" (foi uma das que ouvi na TSF, rádio que pensei ser de respeito); "O exame era muito fácil" (Senhores vários que não me pareceram ter qualquer conhecimento técnico para avaliar este tipo de coisa disseram esta frase vezes sem conta. Também a associação dos professores de matemática); "O governo quer reverter as estatísticas da forma mais fácil" e etc.. Um infindável número de coisas.
Mas, parece-me que todos se esqueceram de uma coisa muito importante e pergunto eu:
SE O EXAME ERA ASSIM TÃO FÁCIL COMO É QUE É POSSÍVEL QUE METADE DOS ALUNOS TENHA CHUMBADO???
Não vos parece uma pergunta lógica? Bem dizia o Secretário de Estado da Educação que os resultados não tinham sido nada satisfatórios. Pois não! Então o exame até por alunos de anos anteriores podia ser feito (segundo algumas línguas) e nem assim passaram... Algo está podre nos reinos de Portucale!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
EDP, Reclamações e Favorzinhos
Esta surpreendente notícia surge no "Jornal de Negócios" online no dia 16/06/2008:
"Consumidores podem evitar subida da luz
Os cerca de seis milhões de consumidores de electricidade em Portugal têm nas mãos o poder de evitar um novo agravamento na factura mensal da luz. A ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos propõe que os custos com as dívidas incobráveis da electricidade passem a ser pagos por todos, por via da tarifa. Os consumidores têm, no entanto, a possibilidade de manifestar-se contra esta medida, no âmbito da consulta pública em curso até ao dia 7 de Julho."
Importado com estas coisas como sou, resolvi escrever um e-mail à ERSE, que passo a transcrever. Infelizmente, numa rápida consulta ao portal deste "Entidade" percebi que a consulta pública, talvez para poupar os senhores de lerem milhares de opiniões que por certo iriam surgir, está delimitada ao máximo a associações de consumidores ou entidades públicas ou provadas com interesse no sector! Eu, um simples cidadão, não vejo as minhas letras lidas! Mandei na mesma!
Exmos Srs,
No âmbito do processo de consulta pública sobre a repartição dos valores de dívidas à EDP por todos os consumidores, cabe-me, enquanto utilizador dos serviços daquela empresa, manifestar o seguinte:
- Eu cumpro com as minhas obrigações para com os meus fornecedores, seja a nível particular seja a nível empresarial.
- Ninguém paga por mim as dívidas que eu tenho. Se quiserem posso sempre remeter para a ERSE algumas facturas de fornecedores. Podem crer que me dava um jeitão!
- Não tenho culpa alguma que a EDP não consiga cobrar as suas dívidas. Quando eu não o posso fazer fico, em bom português, "a arder com o dinheiro"!
- Já me chega tudo aquilo que pago em impostos, enquanto cidadão honesto e trabalhador que cada vez mais, especialmente com propostas ridículas como esta, penso em deixar de ser, pois vejo que aos bandidos os outros até pagam as dívidas.
Assim, penso que pelo pouco expresso nas linhas anteriores se consegue perceber que eu me manifesto absolutamente contra qualquer tipo de decisão sequer semelhante a esta.
Obrigado,
(esta parte já não faz parte da mensagem enviada)
P.S.: Queria agradecer aos senhores presidentes da ERSE e da EDP o favorzinho de me pagarem a alface que ficou ontem por pagar na mercearia e o pão na padaria.
"Consumidores podem evitar subida da luz
Os cerca de seis milhões de consumidores de electricidade em Portugal têm nas mãos o poder de evitar um novo agravamento na factura mensal da luz. A ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos propõe que os custos com as dívidas incobráveis da electricidade passem a ser pagos por todos, por via da tarifa. Os consumidores têm, no entanto, a possibilidade de manifestar-se contra esta medida, no âmbito da consulta pública em curso até ao dia 7 de Julho."
Importado com estas coisas como sou, resolvi escrever um e-mail à ERSE, que passo a transcrever. Infelizmente, numa rápida consulta ao portal deste "Entidade" percebi que a consulta pública, talvez para poupar os senhores de lerem milhares de opiniões que por certo iriam surgir, está delimitada ao máximo a associações de consumidores ou entidades públicas ou provadas com interesse no sector! Eu, um simples cidadão, não vejo as minhas letras lidas! Mandei na mesma!
Exmos Srs,
No âmbito do processo de consulta pública sobre a repartição dos valores de dívidas à EDP por todos os consumidores, cabe-me, enquanto utilizador dos serviços daquela empresa, manifestar o seguinte:
- Eu cumpro com as minhas obrigações para com os meus fornecedores, seja a nível particular seja a nível empresarial.
- Ninguém paga por mim as dívidas que eu tenho. Se quiserem posso sempre remeter para a ERSE algumas facturas de fornecedores. Podem crer que me dava um jeitão!
- Não tenho culpa alguma que a EDP não consiga cobrar as suas dívidas. Quando eu não o posso fazer fico, em bom português, "a arder com o dinheiro"!
- Já me chega tudo aquilo que pago em impostos, enquanto cidadão honesto e trabalhador que cada vez mais, especialmente com propostas ridículas como esta, penso em deixar de ser, pois vejo que aos bandidos os outros até pagam as dívidas.
Assim, penso que pelo pouco expresso nas linhas anteriores se consegue perceber que eu me manifesto absolutamente contra qualquer tipo de decisão sequer semelhante a esta.
Obrigado,
(esta parte já não faz parte da mensagem enviada)
P.S.: Queria agradecer aos senhores presidentes da ERSE e da EDP o favorzinho de me pagarem a alface que ficou ontem por pagar na mercearia e o pão na padaria.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Gastronomias, pratos tradicionais e turismo
Demorei vários dias a recuperar do estômago, depois de tanto frango. Ele foi de cabidela, assado, frito, em canja, já nem sei. Frango até encher. Frango de perna aberta, de olhos fechados, de todas as formas e feitios!
Ainda não acredito naquilo que aconteceu! Até admitia um golo ou outro mas o Ricardo, que já anda há muito a virar frangos, decidiu que a baliza portuguesa poderia ser a menina vendida do campeonato europeu. Obrigado, Ricardo. Sempre trazemos alguma coisa para casa!
Até para o turismo é bom: a turistada vem a Portugal e gosta muito do "chicken piri-piri", prato internacionalmente conhecido e que muito boa gente faz gala em experimentar. Agora ainda vão ficar mais convencidas pois, apesar dos restaurantes que para aí há que se apelidam de "rei do frango", o verdadeiro REI DO FRANGO é conhecido de toda a Europa, de todo o Mundo até. Basta ao Ricardo abrir uma tasca com um fogareiro no quintal e vai ser só fazer dinheiro! Também não sei se terá algum outro emprego. Aquelas mãos nem para apanha bolas servem!
Mas pronto, basta de tristezas. Já chega, vou recuperar o aparelho digestivo para outro lado qualquer. Vou talvez comer um caviarzito, ou beber um café branco a acompanhar salcichas e paella! Não quero saber de mais nada!
Mas aquilo que quero mesmo deixar é uma sugestão: o último anúncio do Chevrolet AVEO. É uma paródia engraçada a uma outra marca! Quanto ao carro, não me diz nada.
http://www.youtube.com/watch?v=MOpV6-U7jq0
Ainda não acredito naquilo que aconteceu! Até admitia um golo ou outro mas o Ricardo, que já anda há muito a virar frangos, decidiu que a baliza portuguesa poderia ser a menina vendida do campeonato europeu. Obrigado, Ricardo. Sempre trazemos alguma coisa para casa!
Até para o turismo é bom: a turistada vem a Portugal e gosta muito do "chicken piri-piri", prato internacionalmente conhecido e que muito boa gente faz gala em experimentar. Agora ainda vão ficar mais convencidas pois, apesar dos restaurantes que para aí há que se apelidam de "rei do frango", o verdadeiro REI DO FRANGO é conhecido de toda a Europa, de todo o Mundo até. Basta ao Ricardo abrir uma tasca com um fogareiro no quintal e vai ser só fazer dinheiro! Também não sei se terá algum outro emprego. Aquelas mãos nem para apanha bolas servem!
Mas pronto, basta de tristezas. Já chega, vou recuperar o aparelho digestivo para outro lado qualquer. Vou talvez comer um caviarzito, ou beber um café branco a acompanhar salcichas e paella! Não quero saber de mais nada!
Mas aquilo que quero mesmo deixar é uma sugestão: o último anúncio do Chevrolet AVEO. É uma paródia engraçada a uma outra marca! Quanto ao carro, não me diz nada.
http://www.youtube.com/watch?v=MOpV6-U7jq0
quarta-feira, 18 de junho de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
Alguém está avariadinho da cabeça!
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Para que servem as facas
Depois de conseguir ultrapassar os últimos dias e de ter recuperado do susto, sinto-me de volta à vida. Já consigo respirar, já consigo andar.
Estava por aqui a matutar o que iria escrever aqui hoje quando, e desprezando as notícias sobre o futebol, me lembrei que a segunda-feira é sempre um bom dia para uma receitazinha. Não sei porquê mas parece-me que sim.
Rebuscando na cabeça, não me lembro de nada interessante para divulgar aqui (é sempre assim: quando preciso não me lembro de nada), pelo que vou recorrer a uns companheiros de internet e divulgar a sua página.
Quanto a vós, leitores de bom senso, tenham sempre o cuidado de escolher algo que saibam à partida que vão ter hipóteses de concretizar, mesmo que nunca o tenham feito mas que pareça, pelo menos, ao vosso alcance. Não se ponham a fazer receitas que exigem forno se não o tiverem, não façam coisas com ovos se os mesmos estiverem ainda na mercearia, não pensem em utilizar aquele ingrediente exótico só encontrado no meio do deserto Australiano, pois é garantido que vão demorar um bocadinho a jantar. Portanto, como ponto de partida, manter simples!
O próximo passo é saber o que apetece comer.
Muito bem. A morada é www.culinarias.net . É um local já conhecido daqueles que procuram um pouco de inspiração para fazer frente à monotonia dos dias. Lá podem encontrar muitas receitas que podem servir de base à vossa própria inspiração ou que podem simplesmente seguir.
Aproveito também para lançar o movimento "Não às facas de cortar manteiga no pino do verão em cima de uma chapa de zinco ao sol". Malta: as facas são para afiar, porque só afiadas é que cortam e cortar é a sua função. Se bem que existem uns quantos esquisitos que têm jogos completos de facas a decorar a bancada da cozinha, essa não é a verdadeira função de uma faca. Cortar, isso sim.
Sem mais vos deixo ir explorar o que quiserem por onde quiserem.
Estava por aqui a matutar o que iria escrever aqui hoje quando, e desprezando as notícias sobre o futebol, me lembrei que a segunda-feira é sempre um bom dia para uma receitazinha. Não sei porquê mas parece-me que sim.
Rebuscando na cabeça, não me lembro de nada interessante para divulgar aqui (é sempre assim: quando preciso não me lembro de nada), pelo que vou recorrer a uns companheiros de internet e divulgar a sua página.
Quanto a vós, leitores de bom senso, tenham sempre o cuidado de escolher algo que saibam à partida que vão ter hipóteses de concretizar, mesmo que nunca o tenham feito mas que pareça, pelo menos, ao vosso alcance. Não se ponham a fazer receitas que exigem forno se não o tiverem, não façam coisas com ovos se os mesmos estiverem ainda na mercearia, não pensem em utilizar aquele ingrediente exótico só encontrado no meio do deserto Australiano, pois é garantido que vão demorar um bocadinho a jantar. Portanto, como ponto de partida, manter simples!
O próximo passo é saber o que apetece comer.
Muito bem. A morada é www.culinarias.net . É um local já conhecido daqueles que procuram um pouco de inspiração para fazer frente à monotonia dos dias. Lá podem encontrar muitas receitas que podem servir de base à vossa própria inspiração ou que podem simplesmente seguir.
Aproveito também para lançar o movimento "Não às facas de cortar manteiga no pino do verão em cima de uma chapa de zinco ao sol". Malta: as facas são para afiar, porque só afiadas é que cortam e cortar é a sua função. Se bem que existem uns quantos esquisitos que têm jogos completos de facas a decorar a bancada da cozinha, essa não é a verdadeira função de uma faca. Cortar, isso sim.
Sem mais vos deixo ir explorar o que quiserem por onde quiserem.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Tenho que abrir a porta...
13/06/2008
00h05
Está a passar a noite de Sto António. Devo confessar que fugi de casa. Fugi com todos os pés que tenho. E para quem possa pensar que só tenho 2, devo esclarecer que nesta altura, só para sair dali, ganho pelo menos mais 3 pares, o que, segundo as minhas contas me deixa com 8 pés. O mais dificil é mesmo arranjar sapatos para tanto pé. Mas, o que é facto mesmo, é que me pirei com toda a velocidade que consegui encontrar.
Agora escrevo do meu "bunker", isolado, apenas com o rádio onda média a crispar as ondas sonoras à minha volta, com sons cuspidos, felizmente em português. Ao meu lado a vela arde lentamente, projectando as suas tenebrosas sombras nas paredes nuas e sem janelas.
00h59
Não posso fumar. Não há ventilação alguma.
01h38
Tenho aliás, que respirar cada vez mais devagar, cada vez mais pausadamente, cada vez mais enebriado. O pânico começa a tomar o seu lugar na minha mente.
02h00
Aho que já não sinto a perna esquerda. Quanto tempo mais tem que durar esta privação? Quanto tempo mais?
02h41
De fora nada vem. Nem um som abafado. Nem um piar de passarinho.
02h50
Já não tenho os pés a mais. Consegui deixá-los. Desapareceram.
As vozes ocupam o lugar deles. Duas vozes discutem na minha cabeça. E o mais ridiculo é que nenhuma delas é a minha. Tenho uma discussão alheia na cabeça! O que puderá ser pior? Vozes alteradas discutem coisas sem sentido e nenhuma delas é a minha... Será a falta de oxigénio?
02h56
Parecem discutir coisas inúteis. Parecem discutir elementos do desenho de uma casa. Parecem discutir números, medidas, cotas...
02h58
Acabo de acordar. O rádio caiu e já não sai uma única onda poluidora. Apenas as vozes que se aproximam. Não... estão a afastar-se. Parecem estar cada vez mais silenciosas. Mas ainda alteradas. Que coisa esquisita.
03h15
Acho que vou abrir a porta. Prefiro a cidade inundada de vinho e cerveja, o país a mergulhar no caos da desordem, a falta de combustiveis ou de comida no supermercado, a suportar isto. Caramba. Agora parecem ter vindo falar comigo. E não é que eu respondi?
03h25
Estou abalado. Vou abrir a porta.
03h40
Tenho que conseguir abrir a porta! Mas o que será que me espera? Quem estará desta vez em greve a contestar o governo? Será que a ASAE já fechou todos os barracos que vendem febras e cerveja, ou vinho e sardinhas? Será que vai já acabar, finalmente, com os milhares de intoxicações alimentares que todos os anos acontecem por causa da sardinha que se assa em brasa não higienizada? Ouvi dizer que o ano passado, foram pelo menos 3200 pessoas, entre elas muitos turistas apanhados desprevenidos nas malhas do "very tipical" e da sardinha fora do frio há pelo menos 2 minutos antes de ir para a brasa (não higienizada, já se vê). Acho que os hospitais do país se encheram, tal foi a onda de indisposições. Estava a ver que a ASAE não intervia...
04h05
Tenho que abrir a porta...
04h09
Começaram os temores e acho que estou a alucinar.
Fujam! Fujam! Salve-se quem puder! Vêm aí os camionistas! Acudam! Salvem-me! Dizem que têm ordens para me mandar para a festa! Acudam! É o piquete de greve! Acudam!
00h05
Está a passar a noite de Sto António. Devo confessar que fugi de casa. Fugi com todos os pés que tenho. E para quem possa pensar que só tenho 2, devo esclarecer que nesta altura, só para sair dali, ganho pelo menos mais 3 pares, o que, segundo as minhas contas me deixa com 8 pés. O mais dificil é mesmo arranjar sapatos para tanto pé. Mas, o que é facto mesmo, é que me pirei com toda a velocidade que consegui encontrar.
Agora escrevo do meu "bunker", isolado, apenas com o rádio onda média a crispar as ondas sonoras à minha volta, com sons cuspidos, felizmente em português. Ao meu lado a vela arde lentamente, projectando as suas tenebrosas sombras nas paredes nuas e sem janelas.
00h59
Não posso fumar. Não há ventilação alguma.
01h38
Tenho aliás, que respirar cada vez mais devagar, cada vez mais pausadamente, cada vez mais enebriado. O pânico começa a tomar o seu lugar na minha mente.
02h00
Aho que já não sinto a perna esquerda. Quanto tempo mais tem que durar esta privação? Quanto tempo mais?
02h41
De fora nada vem. Nem um som abafado. Nem um piar de passarinho.
02h50
Já não tenho os pés a mais. Consegui deixá-los. Desapareceram.
As vozes ocupam o lugar deles. Duas vozes discutem na minha cabeça. E o mais ridiculo é que nenhuma delas é a minha. Tenho uma discussão alheia na cabeça! O que puderá ser pior? Vozes alteradas discutem coisas sem sentido e nenhuma delas é a minha... Será a falta de oxigénio?
02h56
Parecem discutir coisas inúteis. Parecem discutir elementos do desenho de uma casa. Parecem discutir números, medidas, cotas...
02h58
Acabo de acordar. O rádio caiu e já não sai uma única onda poluidora. Apenas as vozes que se aproximam. Não... estão a afastar-se. Parecem estar cada vez mais silenciosas. Mas ainda alteradas. Que coisa esquisita.
03h15
Acho que vou abrir a porta. Prefiro a cidade inundada de vinho e cerveja, o país a mergulhar no caos da desordem, a falta de combustiveis ou de comida no supermercado, a suportar isto. Caramba. Agora parecem ter vindo falar comigo. E não é que eu respondi?
03h25
Estou abalado. Vou abrir a porta.
03h40
Tenho que conseguir abrir a porta! Mas o que será que me espera? Quem estará desta vez em greve a contestar o governo? Será que a ASAE já fechou todos os barracos que vendem febras e cerveja, ou vinho e sardinhas? Será que vai já acabar, finalmente, com os milhares de intoxicações alimentares que todos os anos acontecem por causa da sardinha que se assa em brasa não higienizada? Ouvi dizer que o ano passado, foram pelo menos 3200 pessoas, entre elas muitos turistas apanhados desprevenidos nas malhas do "very tipical" e da sardinha fora do frio há pelo menos 2 minutos antes de ir para a brasa (não higienizada, já se vê). Acho que os hospitais do país se encheram, tal foi a onda de indisposições. Estava a ver que a ASAE não intervia...
04h05
Tenho que abrir a porta...
04h09
Começaram os temores e acho que estou a alucinar.
Fujam! Fujam! Salve-se quem puder! Vêm aí os camionistas! Acudam! Salvem-me! Dizem que têm ordens para me mandar para a festa! Acudam! É o piquete de greve! Acudam!
domingo, 8 de junho de 2008
Coragem Cambada!
E bom. Portugal lá ganhou o primeiro jogo. Já desliguei a televisão. Está escura desde ontem. Mesmo assim ainda deu para ver a tristeza das festas por todo o país e estrangeiro como se esta vitória significasse que fomos campeões. São aquelas coisas que só consigo entender do ponto de vista da necessidade que o povo tem de extravasar as suas mágoas acumuladas. Se não de que outra forma poderiamos explicar a histeria, as buzinadelas, o barulho, a malta louca na rua...
É claro que os rodapés dos telejornais passaram despercebidos no meio de tanta euforia, mas contrastavam fortemente com o clima geral.
Já agora, uma nota ao seleccionador nacional (eu não percebo rigorosamente nada de futebole e não quero perceber mas quase que até um cego vê!): Deixe de jogar à defesa; deixe lá de pensar que um golo de diferença é um bom resultado! É que de um momento para o outro, com tanto medo com que a nossa equipa fica, ainda levamos um ou dois sem saber de onde! Coragem cambada!
E o último apontamento, de um final de noite alucinante, envolto em sons dos anos 60 e 70, vai para a música: realmente pouco se tem inventado nos últimos 20 anos no que a isto diz respeito. No meio de tanto Led Zepplin, Peter Frampton, Jimmy Endrix, Eric Clapton, Stones, Melanie Safka e muitos outros grandes da música dessas duas décadas, apenas uns honrosos dois nomes surgiram como icones da qualidade da música dos anos 90: Verve e U2. Apenas estes conseguiram penetrar a barreira da qualidade. Estou esperançoso de que mais venha mas é tudo tão parecido com o que já foi feito... E tão bem feito. Alucinei durante quatro horas ao som de guitarras, baterias, vozes, arranjos, tudo frenético, tudo puro, mesmo aquilo que já começava a roçar o electrónico. Não sou propriamente um novato nestas coisas, mas há sempre tanto para redescobrir! Há letras fantásticas que se perdem no tempo, intervensões ou códigos escondidos. Há um rol de tudo que hoje quase se transforma num belo monte de nada.
Fica, por exemplo, a sugestão do poder do rock de "Motherless Childreen", Eric Clapton, 461 Ocean Boulevard, 1974. (Até este senhor parece ter-se perdido!)
Deixem voltar a pureza da guitarra, das vozes e dos arranjos puros! Já não se pode com estas bandas pop/rock/sei lá o quê britanicas e norte americanas que fazem todas a mesma coisa: barulho, barulho e mais barulho, sem qualquer preocupação do que isso possa fazer aos ouvidos e cérebros mais desatentos.
Coragem Cambada! Toca a fazer novo!
É claro que os rodapés dos telejornais passaram despercebidos no meio de tanta euforia, mas contrastavam fortemente com o clima geral.
Já agora, uma nota ao seleccionador nacional (eu não percebo rigorosamente nada de futebole e não quero perceber mas quase que até um cego vê!): Deixe de jogar à defesa; deixe lá de pensar que um golo de diferença é um bom resultado! É que de um momento para o outro, com tanto medo com que a nossa equipa fica, ainda levamos um ou dois sem saber de onde! Coragem cambada!
E o último apontamento, de um final de noite alucinante, envolto em sons dos anos 60 e 70, vai para a música: realmente pouco se tem inventado nos últimos 20 anos no que a isto diz respeito. No meio de tanto Led Zepplin, Peter Frampton, Jimmy Endrix, Eric Clapton, Stones, Melanie Safka e muitos outros grandes da música dessas duas décadas, apenas uns honrosos dois nomes surgiram como icones da qualidade da música dos anos 90: Verve e U2. Apenas estes conseguiram penetrar a barreira da qualidade. Estou esperançoso de que mais venha mas é tudo tão parecido com o que já foi feito... E tão bem feito. Alucinei durante quatro horas ao som de guitarras, baterias, vozes, arranjos, tudo frenético, tudo puro, mesmo aquilo que já começava a roçar o electrónico. Não sou propriamente um novato nestas coisas, mas há sempre tanto para redescobrir! Há letras fantásticas que se perdem no tempo, intervensões ou códigos escondidos. Há um rol de tudo que hoje quase se transforma num belo monte de nada.
Fica, por exemplo, a sugestão do poder do rock de "Motherless Childreen", Eric Clapton, 461 Ocean Boulevard, 1974. (Até este senhor parece ter-se perdido!)
Deixem voltar a pureza da guitarra, das vozes e dos arranjos puros! Já não se pode com estas bandas pop/rock/sei lá o quê britanicas e norte americanas que fazem todas a mesma coisa: barulho, barulho e mais barulho, sem qualquer preocupação do que isso possa fazer aos ouvidos e cérebros mais desatentos.
Coragem Cambada! Toca a fazer novo!
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